Domingo, Outubro 26, 2003
Mudança
O "blog" Portugal Aviltado , apesar da sua juventude, termina hoje, ou melhor, muda de nome e de endereço.
A partir de agora passa a chamar-se "Portugal e Espanha" e a ter por endereço:
http://portugal-e-espanha.blogspot.com
O espírito e os objectivos são os mesmos: defender um Portugal Íntegro e Inteiro, reflectindo sobre o nosso País e sobre as suas relações com os nossos vizinhos...
A partir de agora passa a chamar-se "Portugal e Espanha" e a ter por endereço:
O espírito e os objectivos são os mesmos: defender um Portugal Íntegro e Inteiro, reflectindo sobre o nosso País e sobre as suas relações com os nossos vizinhos...
Sábado, Outubro 25, 2003
A rapaziada portuguesa do Grupo de Bildeberg
Reúne-se este fim-de-semana no Porto a Comissão Trilateral, organização fundada em 1973 pela iniciativa de David Rockefeller e Zbignew Brzeinski com o abjectivo de conseguir uma maior cooperação entre a América do Norte, o Japão e a Europa. Compõe-se de 350 membros das elites políticas, intelectuais e económicas destes três pólos do poder mundial, sendo um poderoso grupo de influência a nível planetário.
Serve este acontecimento de pretexto para lembrarmos uma outra organização, o Grupo de Bildeberg, que se reuniu em Sintra em 1999. Deve o seu nome ao hotel de Bilderberg de Osterbeek, na Holanda, onde em 1954 se reuniu pela primeira vez um grupo de "cidadãos relevantes de ambos os lados do Atlântico para ajudar a criar uma melhor compreensão das complexas forças e das principais tendências que afectavam os países ocidentais no período do pós-guerra".
Com ou sem razão, o Grupo tem sido abundantemente anatematizado com o argumento de pretender criar um governo mundial, destruindo para o efeito as entidades nacionais. A discrição ou secretismo com que reúne e actua não ajuda nada o seu prestígio entre nacionalistas e movimentos anti-globalização. Indiscutível é a sua influência em muitos países na escolha de líderes políticos e membros dos governos.
As muitas dúvidas que pairam sobre esta organização obrigaram em 1998 o Primeiro-Ministro Tony Blair a explicar-se perante uma comissão parlamentar pelo facto de ele ter participado no Bilderberg 93, em Atenas. Não consta que Jorge Sampaio ou Durão Barroso tenha alguma vez sido interpelados pelo parlamento para se explicarem por que motivos fazem parte do Grupo...
Oswald Le Winter, antigo espião da CIA, geralmente bem informado, fornece-nos no seu livro Democracia e Secretismo a lista dos membros portugueses do Grupo. Ei-los:

Serve este acontecimento de pretexto para lembrarmos uma outra organização, o Grupo de Bildeberg, que se reuniu em Sintra em 1999. Deve o seu nome ao hotel de Bilderberg de Osterbeek, na Holanda, onde em 1954 se reuniu pela primeira vez um grupo de "cidadãos relevantes de ambos os lados do Atlântico para ajudar a criar uma melhor compreensão das complexas forças e das principais tendências que afectavam os países ocidentais no período do pós-guerra".
Com ou sem razão, o Grupo tem sido abundantemente anatematizado com o argumento de pretender criar um governo mundial, destruindo para o efeito as entidades nacionais. A discrição ou secretismo com que reúne e actua não ajuda nada o seu prestígio entre nacionalistas e movimentos anti-globalização. Indiscutível é a sua influência em muitos países na escolha de líderes políticos e membros dos governos.
As muitas dúvidas que pairam sobre esta organização obrigaram em 1998 o Primeiro-Ministro Tony Blair a explicar-se perante uma comissão parlamentar pelo facto de ele ter participado no Bilderberg 93, em Atenas. Não consta que Jorge Sampaio ou Durão Barroso tenha alguma vez sido interpelados pelo parlamento para se explicarem por que motivos fazem parte do Grupo...
Oswald Le Winter, antigo espião da CIA, geralmente bem informado, fornece-nos no seu livro Democracia e Secretismo a lista dos membros portugueses do Grupo. Ei-los:

Sexta-feira, Outubro 24, 2003
Mostrando o que valemos
Enquanto a vida política nacional apodrece; enquanto o aparelho do Estado ocupado pela mais rasca geração que tivemos em oito séculos de existência se esboroa e mostra a sua incapacidade; enquanto os portugueses são anestesiados para não reagirem à miséria moral e à inépcia dos seus dirigentes; enquanto o pântano se agiganta e Portugal definha, há portugueses laboriosos e capazes que fazem proezas mundiais.
Hoje, 24 de Outubro de 2003, é um desses dias em que podemos ter a confiança em que, de um Portugal Aviltado e Acabrunhado, podemos passar a um Portugal Erguido e Revigorado.
Carlos Sousa sagrou-se campeão do mundo de Todo-o-terreno, ao terminar o Rali do Dubai no terceiro lugar. Há poucas semanas atrás fomos campeões do mundo de Hóquei em Patins...
A jornalista Sofia Branco recebeu o Prémio Natali da Federação Internacional de Jornalistas e da Comissão Europeia, pela reportagem "Mutilação Genital Feminina - o holocausto silencioso das mulheres a quem continuam a retirar o clitóris", galardão que premeia trabalhos jornalísticos na área dos direitos humanos e do desenvolvimento.
O biólogo Nuno Arantes e Oliveira viu publicado na revista Science o resultado de uma investigação sua tão surpreendente como prometedora. Conseguindo contrariar a lei da longevidade, aumentou em seis vezes o tempo de vida de um verme, mantendo a sua vitalidade e saúde até à sua morte. Este recorde de longevidade abrirá novas perspectivas na investigação dos mecanismos de envelhecimento.
O escritor António Lobo Antunes foi distinguido em Paris com o Prémio internacional União Latina de literatura, que distingue a totalidade da obra do escritor.
São exemplos de excelência. São provas concludentes do muito que os portugueses podem e sabem fazer.
Infelizmente, a comunicação social pouco ou nenhum destaque dará destes feitos. Certamente, preferirá mostrar a podridão e a miséria que vai aviltando Portugal e os Portugueses. Em vez da grandeza relevará a mediocridade. Em lugar da excelência exaltará o sórdido. Veremos!...
Hoje, 24 de Outubro de 2003, é um desses dias em que podemos ter a confiança em que, de um Portugal Aviltado e Acabrunhado, podemos passar a um Portugal Erguido e Revigorado.
Carlos Sousa sagrou-se campeão do mundo de Todo-o-terreno, ao terminar o Rali do Dubai no terceiro lugar. Há poucas semanas atrás fomos campeões do mundo de Hóquei em Patins...
A jornalista Sofia Branco recebeu o Prémio Natali da Federação Internacional de Jornalistas e da Comissão Europeia, pela reportagem "Mutilação Genital Feminina - o holocausto silencioso das mulheres a quem continuam a retirar o clitóris", galardão que premeia trabalhos jornalísticos na área dos direitos humanos e do desenvolvimento.
O biólogo Nuno Arantes e Oliveira viu publicado na revista Science o resultado de uma investigação sua tão surpreendente como prometedora. Conseguindo contrariar a lei da longevidade, aumentou em seis vezes o tempo de vida de um verme, mantendo a sua vitalidade e saúde até à sua morte. Este recorde de longevidade abrirá novas perspectivas na investigação dos mecanismos de envelhecimento.
O escritor António Lobo Antunes foi distinguido em Paris com o Prémio internacional União Latina de literatura, que distingue a totalidade da obra do escritor.
São exemplos de excelência. São provas concludentes do muito que os portugueses podem e sabem fazer.
Infelizmente, a comunicação social pouco ou nenhum destaque dará destes feitos. Certamente, preferirá mostrar a podridão e a miséria que vai aviltando Portugal e os Portugueses. Em vez da grandeza relevará a mediocridade. Em lugar da excelência exaltará o sórdido. Veremos!...
Quinta-feira, Outubro 23, 2003
O aliado espanhol
Portugal alia-se a Espanha na conquista dos fundos de coesão
O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Costa Neves, quer concertar uma posição com Espanha na negociação dos fundos de coesão para o período entre 2007 e 2013.
Na cidade espanhola de Cáceres, onde participou esta quinta-feira numa conferência sobre a futura Constituição Europeia, Carlos Costa Neves admitiu que «os objectivos de coesão são os mesmos» para os dois países ibéricos, apesar de registarem «diferentes níveis de desenvolvimento».
A provável «posição concertada» desejada por Portugal é, aliás, bem acolhida pelo país vizinho, com o responsável espanhol pela Política Exterior para a Europa, García-Berdoy, a considerar que a existência de uma política de coesão comunitária é «algo essencial».
Diário Digital
23-10-2003 20:03:35
Portugal pode estar certo de que a "eterna amiga" Espanha estará do nosso lado sempre que os interesses de Lisboa coincidirem com os interesses de Madrid...
O problema é que na esmagadora maioria dos casos os interesses de Portugal e de Espanha são antagónicos e incompatíveis.
Assim é na política comum de pescas, graças à qual abatemos parte significativa da nossa frota enquanto a Espanha continuou a reforçar-se; por culpa de quem deixámos de poder negociar bilateralmente com diversos países como Marrocos para termos de aceitar acordos comunitários em que saímos prejudicados; e por via da qual a nossa ZEE (Zona Económica Exclusiva) começou inexoravelmente a tranformar-se em Zona Económica Espanhola...
Assim é na actual reforma das instituições comunitárias e na famigerada Constituição Europeia em que a Espanha pretendendo enfileirar com os "grandes" tem assumido uma intransigente postura contrária ao interesse português...
Assim é, também, em matéria de liberalização dos mercados de electricidade onde a esperteza e cavilosidade de Madrid associada à estupidez e servilismo dos dirigentes portugueses conduziram à ingnominiosa criação do MIBEL que levará a breve trecho ao controlo do sistema eléctrico nacional pelo país vizinho...
E assim será em muitos outros casos, como no "Céu (ou será inferno?) Único Europeu" no qual a Espanha anseia obter para si o controlo dos espaço aéreo de toda a Península Ibérica...
Enfim, balindo e saltitando feliz, lá vai o cordeirinho português a caminho das goelas do lobo espanhol...
O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Costa Neves, quer concertar uma posição com Espanha na negociação dos fundos de coesão para o período entre 2007 e 2013.
Na cidade espanhola de Cáceres, onde participou esta quinta-feira numa conferência sobre a futura Constituição Europeia, Carlos Costa Neves admitiu que «os objectivos de coesão são os mesmos» para os dois países ibéricos, apesar de registarem «diferentes níveis de desenvolvimento».
A provável «posição concertada» desejada por Portugal é, aliás, bem acolhida pelo país vizinho, com o responsável espanhol pela Política Exterior para a Europa, García-Berdoy, a considerar que a existência de uma política de coesão comunitária é «algo essencial».
Diário Digital
23-10-2003 20:03:35
Portugal pode estar certo de que a "eterna amiga" Espanha estará do nosso lado sempre que os interesses de Lisboa coincidirem com os interesses de Madrid...
O problema é que na esmagadora maioria dos casos os interesses de Portugal e de Espanha são antagónicos e incompatíveis.
Assim é na política comum de pescas, graças à qual abatemos parte significativa da nossa frota enquanto a Espanha continuou a reforçar-se; por culpa de quem deixámos de poder negociar bilateralmente com diversos países como Marrocos para termos de aceitar acordos comunitários em que saímos prejudicados; e por via da qual a nossa ZEE (Zona Económica Exclusiva) começou inexoravelmente a tranformar-se em Zona Económica Espanhola...
Assim é na actual reforma das instituições comunitárias e na famigerada Constituição Europeia em que a Espanha pretendendo enfileirar com os "grandes" tem assumido uma intransigente postura contrária ao interesse português...
Assim é, também, em matéria de liberalização dos mercados de electricidade onde a esperteza e cavilosidade de Madrid associada à estupidez e servilismo dos dirigentes portugueses conduziram à ingnominiosa criação do MIBEL que levará a breve trecho ao controlo do sistema eléctrico nacional pelo país vizinho...
E assim será em muitos outros casos, como no "Céu (ou será inferno?) Único Europeu" no qual a Espanha anseia obter para si o controlo dos espaço aéreo de toda a Península Ibérica...
Enfim, balindo e saltitando feliz, lá vai o cordeirinho português a caminho das goelas do lobo espanhol...
Quarta-feira, Outubro 22, 2003
A idolatrada e "democrática" Espanha...
Alucinados, ignorantes, vendidos e outros pobres de espíririto vêm produzindo em Portugal, quase diariamente, doses maçiças de propaganda espanholista: uns confessadamente iberistas, outros simplesmente avençados de Madrid, seja em artigos pretensamente jornalísticos seja em textos de opinião.
Ao mesmo tempo que se tenta apoucar a "pequena Casa Lusitana", procura-se engrandecer a Grande Espanha..., mas invariavelmente esquecendo as fraquezas do país vizinho e ocultando os seus muitos vícios e problemas.
É muito comum exaltar-se a sabedoria dos políticos espanhóis que pacificamente souberam transitar da ditadura franquista para a democracia.
Mas que democracia? Lembram-se do caso Prestige em que (quase) toda a comunicação social espanhola ocultou a realidade e sonegou ao público a informação da realidade? Recordam-se do caso GAL, em que Madrid contra as legítima aspiração independentista do Povo Basco criou esquadrões da morte para eliminar os que não se querem submeter ao imperialismo castelhano? E o que dizer do famoso Juiz Balthazar Garzon que sob a falsa capa da independência judicial comete todas as arbitrariedades para fechar jornais e amordaçar jornalistas.
A "democrática" Espanha acaba de dar mais um bom exemplo de como nem o PSOE escapa ao espírito de intolerância castelhanizante e ao pensamento único que do aparelho franquista transitou directamente para o PP espanhol. Não é uma questão de partidos. A arrogância e a prepotência são os timbres fundamentais de um povo que não admite a diferença e que vê na liberdade dos outros uma ameaça à sua obsessão hegemonista... Não admira, pois, que nesta matéria, do PSOE ao PP os modos de ser, pensar e agir sejam (quase) os mesmos...
Pois bem, o diplomata espanhol Máximo Cajal que ousou afastar-se do pensamento único de Madrid em matéria de concepção territorial e que se aventurou a discutir as questões de Ceuta, Melilla, Gibraltar e Olivença acabou de ser afastado do PSOE, partido no qual se filiou depois de terminar a carreira diplomática.
Não deixa de ser muito significativa a reduzida divulgação que a notícia do El País teve em Espanha: convém que as ideias heterodoxas de Máximo Cajal não se disseminem no país de Franco!... Tudo o que ponha em perigo a ideologia da España Una, Grande y Libre deve ser completamente banido!...
Balthazar Garzon já deve estar a espumar da boca. Será que vai fechar a editora Siglo XXI como fez com os jornais bascos? Vontade não lhe faltaria, nem a ele nem ao patrão que na Moncloa deve estar a pensar no mesmo...
Mais palavras para quê. Leiam-se as notícias de uma publicação que no seu título necessita de invocar a liberdade...
Libertad Digital
22/10/2003
POLÉMICO LIBRO
El PSOE dice que apartó a Cajal del partido por sus ideas "inaceptables" sobre Ceuta y Melilla
La secretaria general del PSOE de Ceuta, María Antonia Palomo, dijo este miércoles que el ex diplomático Máximo Cajal, quien anunció la publicación de un libro en el que cuestiona la españolidad de Ceuta y Melilla, está "apartado del partido" desde que se conocieron sus ideas sobre las ciudades autónomas. Palomo mostró su apoyo a todas las iniciativas que tome el Gobierno de Ceuta en esta cuestión.
L D (EFE) En una conferencia de prensa, María Antonia Palomo afirmó que "hace un mes presentó su renuncia a Manuel Marín, secretario de Política Exterior del PSOE, porque sus opiniones sobre la situación geopolítica de nuestro país eran inaceptables". La secretaria general del PSOE definió como una "desfachatez" el hecho de que "haya voces que intencionadamente digan que el PSOE tiene dudas acerca de la españolidad de Ceuta y Melilla, que para nosotros son irrenunciables".
La polémica saltó a la luz el pasado domingo en un reportaje publicado por "El País" en el que se explica que Cajal defiende que se entregue a Marruecos las ciudades autónomas de Ceuta y Melilla antes de reclamar Gibraltar en su libro "Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. ¿Dónde acaba España?". Según este reportaje, Máximo Cajal es asesor del PSOE y que colabora en la redacción del programa del PSOE para las próximas elecciones generales.
La dirigente socialista, que dijo ser "ceutí antes que socialista", consideró zanjada la polémica suscitada, al tiempo que mostró su apoyo a las iniciativas que desarrolle el presidente de la Ciudad, Juan Jesús Vivas (PP), en relación con este asunto. Reseñó que "lo importante con lo que hay que quedarse es con la unanimidad mostrada por la Asamblea el pasado lunes al condenar las declaraciones de Máximo Cajal".
El Pleno de la Asamblea aprobó el lunes, por unanimidad, una moción del presidente ceutí para expresar su repulsa por las manifestaciones de Cajal y pedir la no publicación del libro tanto al autor como a la editorial Siglo XXI. Asimismo el presidente de la ciudad autónoma ha enviado cartas a la editorial y al autor en la que les pide que no publiquen el libro.
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NIEGA LA ESPAÑOLIDAD DE LAS CIUDADES AUTÓNOMAS
El presidente de Ceuta escribe sendas cartas a Cajal y su editorial para que no publiquen el libro
La editorial Siglo XXI y el diplomático retirado Máximo Cajal son los destinatarios de sendas cartas enviadas por el presidente de la Ciudad Autónoma de Ceuta, el popular Juan Jesús Vivas, en las que se pide que no se publique el libro de dicho asesor del PSOE. La obra cuestiona la españolidad de las dos localidades españolas del norte de África.
L D (EFE) El libro, titulado Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. ¿Dónde acaba España?, aboga por la marroquinidad de las dos ciudades autónomas en una postura que el presidente de Ceuta califica en el escrito de "injusta, indecente y dañina, además de inconstitucional". En la carta, Juan Jesús Vivas dice que "no se trata de coartar la libertad de expresión, sino de proponerles una reflexión sobre el tema, en la que ponderen y se tengan en cuenta los gravísimos perjuicios que la aparición de dicha obra ocasionará a los legítimos derechos e intereses ceutíes y melillenses".
Vivas considera que el libro "da armas, queremos creer que gratuitamente, a las infundadas pretensiones anexionistas de otro país". El presidente ceutí dice que la tesis del autor, de acuerdo con el contenido del reportaje publicado en El País el pasado domingo, "es injusta por cuanto no respeta los irrebatibles títulos jurídicos e históricos en los que se fundamenta la innegociable españolidad de ambas ciudades".
El presidente de Ceuta dice que es "indecente porque ofende e hiere la esencia y los más mínimos sentimientos de muchísimas personas" y "dañina al ser capaz de originar un clima de desánimo" e "inconstitucional al enfrentarse de lleno con el principio de la inalienable unidad e integridad de España". Vivas pide a la editorial y al autor que el libro no sea distribuido "evitándose de ese modo la multiplicación de los daños ya producidos al publicarse en El País el reportaje".
Ao mesmo tempo que se tenta apoucar a "pequena Casa Lusitana", procura-se engrandecer a Grande Espanha..., mas invariavelmente esquecendo as fraquezas do país vizinho e ocultando os seus muitos vícios e problemas.
É muito comum exaltar-se a sabedoria dos políticos espanhóis que pacificamente souberam transitar da ditadura franquista para a democracia.
Mas que democracia? Lembram-se do caso Prestige em que (quase) toda a comunicação social espanhola ocultou a realidade e sonegou ao público a informação da realidade? Recordam-se do caso GAL, em que Madrid contra as legítima aspiração independentista do Povo Basco criou esquadrões da morte para eliminar os que não se querem submeter ao imperialismo castelhano? E o que dizer do famoso Juiz Balthazar Garzon que sob a falsa capa da independência judicial comete todas as arbitrariedades para fechar jornais e amordaçar jornalistas.
A "democrática" Espanha acaba de dar mais um bom exemplo de como nem o PSOE escapa ao espírito de intolerância castelhanizante e ao pensamento único que do aparelho franquista transitou directamente para o PP espanhol. Não é uma questão de partidos. A arrogância e a prepotência são os timbres fundamentais de um povo que não admite a diferença e que vê na liberdade dos outros uma ameaça à sua obsessão hegemonista... Não admira, pois, que nesta matéria, do PSOE ao PP os modos de ser, pensar e agir sejam (quase) os mesmos...
Pois bem, o diplomata espanhol Máximo Cajal que ousou afastar-se do pensamento único de Madrid em matéria de concepção territorial e que se aventurou a discutir as questões de Ceuta, Melilla, Gibraltar e Olivença acabou de ser afastado do PSOE, partido no qual se filiou depois de terminar a carreira diplomática.
Não deixa de ser muito significativa a reduzida divulgação que a notícia do El País teve em Espanha: convém que as ideias heterodoxas de Máximo Cajal não se disseminem no país de Franco!... Tudo o que ponha em perigo a ideologia da España Una, Grande y Libre deve ser completamente banido!...
Balthazar Garzon já deve estar a espumar da boca. Será que vai fechar a editora Siglo XXI como fez com os jornais bascos? Vontade não lhe faltaria, nem a ele nem ao patrão que na Moncloa deve estar a pensar no mesmo...
Mais palavras para quê. Leiam-se as notícias de uma publicação que no seu título necessita de invocar a liberdade...
Libertad Digital
22/10/2003
POLÉMICO LIBRO
El PSOE dice que apartó a Cajal del partido por sus ideas "inaceptables" sobre Ceuta y Melilla
La secretaria general del PSOE de Ceuta, María Antonia Palomo, dijo este miércoles que el ex diplomático Máximo Cajal, quien anunció la publicación de un libro en el que cuestiona la españolidad de Ceuta y Melilla, está "apartado del partido" desde que se conocieron sus ideas sobre las ciudades autónomas. Palomo mostró su apoyo a todas las iniciativas que tome el Gobierno de Ceuta en esta cuestión.
L D (EFE) En una conferencia de prensa, María Antonia Palomo afirmó que "hace un mes presentó su renuncia a Manuel Marín, secretario de Política Exterior del PSOE, porque sus opiniones sobre la situación geopolítica de nuestro país eran inaceptables". La secretaria general del PSOE definió como una "desfachatez" el hecho de que "haya voces que intencionadamente digan que el PSOE tiene dudas acerca de la españolidad de Ceuta y Melilla, que para nosotros son irrenunciables".
La polémica saltó a la luz el pasado domingo en un reportaje publicado por "El País" en el que se explica que Cajal defiende que se entregue a Marruecos las ciudades autónomas de Ceuta y Melilla antes de reclamar Gibraltar en su libro "Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. ¿Dónde acaba España?". Según este reportaje, Máximo Cajal es asesor del PSOE y que colabora en la redacción del programa del PSOE para las próximas elecciones generales.
La dirigente socialista, que dijo ser "ceutí antes que socialista", consideró zanjada la polémica suscitada, al tiempo que mostró su apoyo a las iniciativas que desarrolle el presidente de la Ciudad, Juan Jesús Vivas (PP), en relación con este asunto. Reseñó que "lo importante con lo que hay que quedarse es con la unanimidad mostrada por la Asamblea el pasado lunes al condenar las declaraciones de Máximo Cajal".
El Pleno de la Asamblea aprobó el lunes, por unanimidad, una moción del presidente ceutí para expresar su repulsa por las manifestaciones de Cajal y pedir la no publicación del libro tanto al autor como a la editorial Siglo XXI. Asimismo el presidente de la ciudad autónoma ha enviado cartas a la editorial y al autor en la que les pide que no publiquen el libro.
NIEGA LA ESPAÑOLIDAD DE LAS CIUDADES AUTÓNOMAS
El presidente de Ceuta escribe sendas cartas a Cajal y su editorial para que no publiquen el libro
La editorial Siglo XXI y el diplomático retirado Máximo Cajal son los destinatarios de sendas cartas enviadas por el presidente de la Ciudad Autónoma de Ceuta, el popular Juan Jesús Vivas, en las que se pide que no se publique el libro de dicho asesor del PSOE. La obra cuestiona la españolidad de las dos localidades españolas del norte de África.
L D (EFE) El libro, titulado Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. ¿Dónde acaba España?, aboga por la marroquinidad de las dos ciudades autónomas en una postura que el presidente de Ceuta califica en el escrito de "injusta, indecente y dañina, además de inconstitucional". En la carta, Juan Jesús Vivas dice que "no se trata de coartar la libertad de expresión, sino de proponerles una reflexión sobre el tema, en la que ponderen y se tengan en cuenta los gravísimos perjuicios que la aparición de dicha obra ocasionará a los legítimos derechos e intereses ceutíes y melillenses".
Vivas considera que el libro "da armas, queremos creer que gratuitamente, a las infundadas pretensiones anexionistas de otro país". El presidente ceutí dice que la tesis del autor, de acuerdo con el contenido del reportaje publicado en El País el pasado domingo, "es injusta por cuanto no respeta los irrebatibles títulos jurídicos e históricos en los que se fundamenta la innegociable españolidad de ambas ciudades".
El presidente de Ceuta dice que es "indecente porque ofende e hiere la esencia y los más mínimos sentimientos de muchísimas personas" y "dañina al ser capaz de originar un clima de desánimo" e "inconstitucional al enfrentarse de lleno con el principio de la inalienable unidad e integridad de España". Vivas pide a la editorial y al autor que el libro no sea distribuido "evitándose de ese modo la multiplicación de los daños ya producidos al publicarse en El País el reportaje".
Terça-feira, Outubro 21, 2003
O artigo escondido
Com pertinência indiscutível, toda a comunicação social portuguesa deu grande destaque ao artigo do jornal El País, intitulado "Do sonho ao pesadelo", publicado no passado Domingo, 19 de Outubro.
Mas nenhuma televisão, rádio ou jornal fez a menor referência a um artigo editado no mesmo periódico, no mesmo dia, sob a epígrafe "Ceuta, Melilla, Gibraltar, Olivenza: deudas pendientes".
Não foi a primeira vez e não será a única... Nem uma palavra se disse, há cerca de um ano, quando o Primeiro-Ministro de Gibraltar defendeu na BBC uma Olivença portuguesa. Quase passou despercebido o facto de a CIA ter incluído, a partir de Agosto, uma referência a Olivença no World Factbook. E absolutamente nada foi divulgado na comunicação social "portuguesa", quando, em reacção a esta notícia, rebentou em Espanha no passado mês de Setembro um escândalo que teve cobertura na TVE, em todos os jornais e rádios espanhóis de âmbito nacional, em quase todos os grandes jornais regionais, em várias revistas de actualidade e de história, em numerosas publicações electrónicas ou em grupos de discussão da Internet. O silêncio português é tanto mais estranho, quanto o assunto foi notícia, entre Setembro e Outubro, em jornais e televisões desde a Índia à Noruega... Euronews, TVE Internacional, Times, The Statesman, Stern, Aftenposten, Nettavisen, Inter Press Service News Agency...
Em Portugal fez-se um silêncio ensurdecedor...
O artigo do El País que os jornalistas "portugueses" esqueceram ou esconderam disponibiliza-o o Portugal Aviltado.
É certo que o diplomata espanhol objecto da notícia, Máximo Cajal López, relativamente a Olivença cai quase rotundamente na cegueira nacionalista que é timbre de qualquer "bom espanhol". Mas realça-se a honestidade e clarividência da sua abordagem sobre Ceuta e Melilla e não é despiciendo, muito pelo contrário, o facto de abordar Olivença ao lado destas praças marroquinas e de Gibraltar.
À boa maneira espanhola, a Assembleia de Ceuta já reagiu, aprovando uma moção no sentido de solicitar ao autor e ao editor, "Siglo XXI", que não publique o livro "Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. Dónde acaba España?", "por considerar que la posición que defiende el autor respecto a la españolidad de Ceuta y Melilla es injusta, indecente y dañina, además de inconstitucional"...

EL PAÍS. DOMINGO 19 DE OCTUBRE DE 2003
Máximo Cajal, Diplomático y asesor del PSOE, abre la polémica sobre las fronteras de España
Ceuta, Melilla, Gibraltar , Olivenza: deudas pendientes
PERU EGURBIDE
"La marroquinidad de Ceuta y Melilla no debeser puesta en cuestión", dice Máxinio Cajal, diplomático jubilado y hoy asesor del PSOE, para expresar una convicción que, en el contexto de la politica de José María Aznar, puede parecer sacrílega: la de que, "por el bien de la salud colectiva de los espanoles y para desactivar: toda esa mezcla de temor, recelo y resentimiento histórico contra el moro", Espana debería "dar comienzoa una reflexión conjunta con Rabat sobre este delicado asunto". Una reflexión "que desemboque en Solucciones aceptables para ambos países, pero sin regatear por parte española, cualesquiera que sean sus modalidades y plazos, la definitiva marroquinid" de las plazas.
Y debería hacerlo antes incluso de resolver el contencioso de Gibraltar. "Precisamente porque siempre se pensó de la otra manera [primero se recupera Gibraltar del Reino Unido, luego se aborda con Marruecos el futuro de las islas del Estrecho y Ceuta y Melilla] y nunca se ha desatascado el caso, creo que España deberia dar el primer paso con Marruecos", sostiene Cajal, que puntualiza en seguida: "Es mi postura, y yo no pretendo dar lecciones a nadie, pero sí agitar los espíritus y provocar un debate".
La polémica puede considerarse servida, a la vista de que la ministra de Asuntos Exteriores, Ana Palacio, proclama cada vez que se suscita el tema que "Ceuta y Melilla son tan españolas como San Sebastián o Santiago de Compostela". Otras veces, la ministra ha utilizado la comparación con Huesca, una ciudad más próxima a los orígenes familiares de este diplomático que, en enero de 1980, fue noticia de primera página por su defensa de los indígenas durante el asalto a la Embajada de España en Guatemala.
Contracorriente
Cajal es consciente de que navega a contracorriente, aunque no se considera pionero de una posición que retrotrae al muy ortodoxo Jaime Piniés, quien, en el dificil 1975, informó por escrito a Exteriores de que lo razonable seria "retroceder inmediatamente peñones e islotes a Marruecos", "concertar un plazo de 20 anos para retroceder" la soberania de Melilla y rechazar cualquier discusión sobre Ceuta "hasta tanto hubiéramos incorporado Gibraltar a la soberania espanola".
El propio Cajal tuvo la oportunidad de exponer ante altos niveles del Gobierno sus puntos de vista, a puerta cerrada, cuandó trabajó como secretario general de Política Exterior bajo la dirección de Francisco Femández Ordónez; e incluso antes, en algunas intervenciones públicas de los anos setenta, como subdirector general de Africa. Pero ha esperado a concluir su carrera de funcionario para dirigir sus tesis al gran público, en un libro, titulado Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. Dónde acaba España?; que la editorial Siglo XXI está a punto de lanzar al mercado.
Libre de ataduras oficiales, Cajal se preocupa ahora de que la previsible polémica no salpique al PSOE, partido al que se afilió en el año 2000, cuando ya llevaba uni año trabajando en su libro. Como asesor de la secretaria de relaciones internacionales socialista, que dirige Manuel Marín, colabora en la redacción del programa para las elecciones generales del próximo mes de marzo, pero advierte de que dicho programa no recogerá para nada sus puntos de vista personales sobre Ceuta y Melilla. "Se hablará, eso sí, de recomponer la relación con el Magreb desde una visión global y no de vaivén", dice.
El libro de Máximo Cajal analiza desde una perspectiva histórica, jurídica, y sobre todo política, los tres contenciosos que el autor observa a lo largo de las fronteras españolas: Ceuta, conquistada por Portugal en 1415, que pasó definitivamente a España en 1668, y Melilla, tomada para Femando I en 1497 por Pedro de Estopiñán, escudero del duque de Medina Sidonia; Gibraltar, arrebatada en 1704 a Felipe IV por el almirante Rooke y sus huéstes angloholandesas; y Olivenza, en los límites con Portugal, que pasó definitivamente a España en 1801 gracias al peso que Carlos IV adqui ríó por su colaboración con las fuerzas napoleónicas.
Cajal aprecia que estos tres contenciósos están "estrechamente imbricados". "Actuándo a modo de vasos comunicantes, inciden sobre la cuestión planteada, y casi siempre lo hacen, en particular en la polémica pública, en perjuicio de la postura española. Por mucho que le pese a Madrid", escríbe en la introducción a su libro. "¿Duda alguien de que la diplomacia británica, a la hora de mantener susposiciones respecto de Gibraltar en sus contactos con su tradicional aliado, nó haya esgrimido el caso de Olivenza para esfriar posibles solidaridades ibéricas en Lisboa? (...) ¿No acusa Rabat a Madrid de doble lenguaje cuando exige la devolución del Peñón, pero se niega a retroceder Ceuta y Melilla? (...) ¿No hacen lo propio las autoridades de la colonia y los spolíticos, columnistas y simples ciudadanos británicos contrarios a la reversión del Peñó a Espana?".
La conclusión es obvia: "Los problemas que aquí abordamos no pueden acometerse por separado; deben ser encauzados, gestionados y resueltos con una visión global, si bien las fórmulas que se apliquen a cada uno de ellos notengan que ser necesariamente idénticas".
Olivenza
El caso de Olivenza, desconocido para Exteriores hasta hace dos años, según Cajal, y del que una mayoría de los españoles no tienen noticia, es el menos conflictivo, aunque el ex embajador señala que el Gobiemo portugués no se priva de distinguir en documentos oficiales entre el territorio de Olivenza y el de España. "Pienso que dificilmen te puede darse marcha atrás a la historia, tanto más cuanto que en esta cuestión también la geografia quita la razón a Portugal, por lo que, reconociendo, sin embargo, la todavía visible lusitanidad de Olivenza, una fórmula generosa, a la altura de los tiempos y del contextode la Unión Europea en que ambos países se hallan inmersos, permitiria, al tiempo que se mantiene su españolidad, dotarla de un carácter específico acompañado de otros reconocimientos para aquellos de sus habitantes que lo solicitaran", escribe.

En los otros dos temas, Cajal no admite, en cambio, términos medios ni "medias tintas". Rechaza, por ello,el objetivo de soberanía compartida que marcó el último fallido intento de negociación hispano-británica sobre Gibraltar. "Soberanía compartida, no; porque es una institución totalmente depassée, que ya ofrecieron Fernando Morán y Abel Matutes, e inmanejable, sobre todo en el terreno militar", comenta. "Yo creo que los gibraltareños ni con soberanía compartida ni sin soberanía compartida quíeren ser españoles. Lo quieren both ways", añde, "porque quieren más facilidades y no perder ninguna ventaja".
Cajal es además muy critico con el modo en que Josep Piqué llevó esas últimas negociaciones. "Fue una chapuza, porque lo único que se ha logrado es dar alas a la autodeterminación de los gibraltareños, sublevar al Parlamento británico, provocar un referéndum del que la imagen internacional de España salió mal parada y debilitar la posición española ante la ONU", asegura. "Fue un error aceptar plazos tan breves para una negociación que se abordó, aparentemente, sin tener claros los objetivos que se perseguían".
Piensa Cajal que una solución clara del contencioso sobre Ceuta y Melilla daría al Gobierno espanol "autoridad moral" para reclamar con la misma claridad a Gran Bretaña la retrocesión total de Gibraltar. Pero anade que ni siquiera es ésa la razón por la que la negociación con Marruecos le parece perentoria. Está en primer lugar el factor seguridad y los riesgos potenciales que entraña el conflicto hispano-marroquí, puesto en evidencia recientemente por los sucesos de Perejil, "un ejemplo español de colonialismo, de arrogancia y de no haber sabido negociar en el marco adecuado", opina el diplomático. "Terminar recurriendo a la intervención de Estados Unidos crea un precedente peligroso que responde a una visión transatlántica de nuestras cosas. Eso costará un precio, estoy seguro", asevera.
Pero la preocupación de Máximo Cajal se extiende a campos más concretos de la salud pública española, deteriorada por las escenas de depauperación y tráficos ilegales de mercancias y personas que los enclaves africanos propagan. "Hay que remediar una situación que me parece básicamente injusta. Una situación colonial que es una afrenta a Marruecos y un elemento de desasosiego y mala conciencia nacional para Espana, que se agita en cuanto se menciona el tema. Hay que reintegrar la integridad territorial de Marruecos".
Mas nenhuma televisão, rádio ou jornal fez a menor referência a um artigo editado no mesmo periódico, no mesmo dia, sob a epígrafe "Ceuta, Melilla, Gibraltar, Olivenza: deudas pendientes".
Não foi a primeira vez e não será a única... Nem uma palavra se disse, há cerca de um ano, quando o Primeiro-Ministro de Gibraltar defendeu na BBC uma Olivença portuguesa. Quase passou despercebido o facto de a CIA ter incluído, a partir de Agosto, uma referência a Olivença no World Factbook. E absolutamente nada foi divulgado na comunicação social "portuguesa", quando, em reacção a esta notícia, rebentou em Espanha no passado mês de Setembro um escândalo que teve cobertura na TVE, em todos os jornais e rádios espanhóis de âmbito nacional, em quase todos os grandes jornais regionais, em várias revistas de actualidade e de história, em numerosas publicações electrónicas ou em grupos de discussão da Internet. O silêncio português é tanto mais estranho, quanto o assunto foi notícia, entre Setembro e Outubro, em jornais e televisões desde a Índia à Noruega... Euronews, TVE Internacional, Times, The Statesman, Stern, Aftenposten, Nettavisen, Inter Press Service News Agency...
Em Portugal fez-se um silêncio ensurdecedor...
O artigo do El País que os jornalistas "portugueses" esqueceram ou esconderam disponibiliza-o o Portugal Aviltado.
É certo que o diplomata espanhol objecto da notícia, Máximo Cajal López, relativamente a Olivença cai quase rotundamente na cegueira nacionalista que é timbre de qualquer "bom espanhol". Mas realça-se a honestidade e clarividência da sua abordagem sobre Ceuta e Melilla e não é despiciendo, muito pelo contrário, o facto de abordar Olivença ao lado destas praças marroquinas e de Gibraltar.
À boa maneira espanhola, a Assembleia de Ceuta já reagiu, aprovando uma moção no sentido de solicitar ao autor e ao editor, "Siglo XXI", que não publique o livro "Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. Dónde acaba España?", "por considerar que la posición que defiende el autor respecto a la españolidad de Ceuta y Melilla es injusta, indecente y dañina, además de inconstitucional"...

EL PAÍS. DOMINGO 19 DE OCTUBRE DE 2003
Máximo Cajal, Diplomático y asesor del PSOE, abre la polémica sobre las fronteras de España
Ceuta, Melilla, Gibraltar , Olivenza: deudas pendientes
PERU EGURBIDE
"La marroquinidad de Ceuta y Melilla no debeser puesta en cuestión", dice Máxinio Cajal, diplomático jubilado y hoy asesor del PSOE, para expresar una convicción que, en el contexto de la politica de José María Aznar, puede parecer sacrílega: la de que, "por el bien de la salud colectiva de los espanoles y para desactivar: toda esa mezcla de temor, recelo y resentimiento histórico contra el moro", Espana debería "dar comienzoa una reflexión conjunta con Rabat sobre este delicado asunto". Una reflexión "que desemboque en Solucciones aceptables para ambos países, pero sin regatear por parte española, cualesquiera que sean sus modalidades y plazos, la definitiva marroquinid" de las plazas.
Y debería hacerlo antes incluso de resolver el contencioso de Gibraltar. "Precisamente porque siempre se pensó de la otra manera [primero se recupera Gibraltar del Reino Unido, luego se aborda con Marruecos el futuro de las islas del Estrecho y Ceuta y Melilla] y nunca se ha desatascado el caso, creo que España deberia dar el primer paso con Marruecos", sostiene Cajal, que puntualiza en seguida: "Es mi postura, y yo no pretendo dar lecciones a nadie, pero sí agitar los espíritus y provocar un debate".
La polémica puede considerarse servida, a la vista de que la ministra de Asuntos Exteriores, Ana Palacio, proclama cada vez que se suscita el tema que "Ceuta y Melilla son tan españolas como San Sebastián o Santiago de Compostela". Otras veces, la ministra ha utilizado la comparación con Huesca, una ciudad más próxima a los orígenes familiares de este diplomático que, en enero de 1980, fue noticia de primera página por su defensa de los indígenas durante el asalto a la Embajada de España en Guatemala.
Contracorriente
Cajal es consciente de que navega a contracorriente, aunque no se considera pionero de una posición que retrotrae al muy ortodoxo Jaime Piniés, quien, en el dificil 1975, informó por escrito a Exteriores de que lo razonable seria "retroceder inmediatamente peñones e islotes a Marruecos", "concertar un plazo de 20 anos para retroceder" la soberania de Melilla y rechazar cualquier discusión sobre Ceuta "hasta tanto hubiéramos incorporado Gibraltar a la soberania espanola".
El propio Cajal tuvo la oportunidad de exponer ante altos niveles del Gobierno sus puntos de vista, a puerta cerrada, cuandó trabajó como secretario general de Política Exterior bajo la dirección de Francisco Femández Ordónez; e incluso antes, en algunas intervenciones públicas de los anos setenta, como subdirector general de Africa. Pero ha esperado a concluir su carrera de funcionario para dirigir sus tesis al gran público, en un libro, titulado Ceuta y Melilla, Olivenza y Gibraltar. Dónde acaba España?; que la editorial Siglo XXI está a punto de lanzar al mercado.
Libre de ataduras oficiales, Cajal se preocupa ahora de que la previsible polémica no salpique al PSOE, partido al que se afilió en el año 2000, cuando ya llevaba uni año trabajando en su libro. Como asesor de la secretaria de relaciones internacionales socialista, que dirige Manuel Marín, colabora en la redacción del programa para las elecciones generales del próximo mes de marzo, pero advierte de que dicho programa no recogerá para nada sus puntos de vista personales sobre Ceuta y Melilla. "Se hablará, eso sí, de recomponer la relación con el Magreb desde una visión global y no de vaivén", dice.
El libro de Máximo Cajal analiza desde una perspectiva histórica, jurídica, y sobre todo política, los tres contenciosos que el autor observa a lo largo de las fronteras españolas: Ceuta, conquistada por Portugal en 1415, que pasó definitivamente a España en 1668, y Melilla, tomada para Femando I en 1497 por Pedro de Estopiñán, escudero del duque de Medina Sidonia; Gibraltar, arrebatada en 1704 a Felipe IV por el almirante Rooke y sus huéstes angloholandesas; y Olivenza, en los límites con Portugal, que pasó definitivamente a España en 1801 gracias al peso que Carlos IV adqui ríó por su colaboración con las fuerzas napoleónicas.
Cajal aprecia que estos tres contenciósos están "estrechamente imbricados". "Actuándo a modo de vasos comunicantes, inciden sobre la cuestión planteada, y casi siempre lo hacen, en particular en la polémica pública, en perjuicio de la postura española. Por mucho que le pese a Madrid", escríbe en la introducción a su libro. "¿Duda alguien de que la diplomacia británica, a la hora de mantener susposiciones respecto de Gibraltar en sus contactos con su tradicional aliado, nó haya esgrimido el caso de Olivenza para esfriar posibles solidaridades ibéricas en Lisboa? (...) ¿No acusa Rabat a Madrid de doble lenguaje cuando exige la devolución del Peñón, pero se niega a retroceder Ceuta y Melilla? (...) ¿No hacen lo propio las autoridades de la colonia y los spolíticos, columnistas y simples ciudadanos británicos contrarios a la reversión del Peñó a Espana?".
La conclusión es obvia: "Los problemas que aquí abordamos no pueden acometerse por separado; deben ser encauzados, gestionados y resueltos con una visión global, si bien las fórmulas que se apliquen a cada uno de ellos notengan que ser necesariamente idénticas".
Olivenza
El caso de Olivenza, desconocido para Exteriores hasta hace dos años, según Cajal, y del que una mayoría de los españoles no tienen noticia, es el menos conflictivo, aunque el ex embajador señala que el Gobiemo portugués no se priva de distinguir en documentos oficiales entre el territorio de Olivenza y el de España. "Pienso que dificilmen te puede darse marcha atrás a la historia, tanto más cuanto que en esta cuestión también la geografia quita la razón a Portugal, por lo que, reconociendo, sin embargo, la todavía visible lusitanidad de Olivenza, una fórmula generosa, a la altura de los tiempos y del contextode la Unión Europea en que ambos países se hallan inmersos, permitiria, al tiempo que se mantiene su españolidad, dotarla de un carácter específico acompañado de otros reconocimientos para aquellos de sus habitantes que lo solicitaran", escribe.

En los otros dos temas, Cajal no admite, en cambio, términos medios ni "medias tintas". Rechaza, por ello,el objetivo de soberanía compartida que marcó el último fallido intento de negociación hispano-británica sobre Gibraltar. "Soberanía compartida, no; porque es una institución totalmente depassée, que ya ofrecieron Fernando Morán y Abel Matutes, e inmanejable, sobre todo en el terreno militar", comenta. "Yo creo que los gibraltareños ni con soberanía compartida ni sin soberanía compartida quíeren ser españoles. Lo quieren both ways", añde, "porque quieren más facilidades y no perder ninguna ventaja".
Cajal es además muy critico con el modo en que Josep Piqué llevó esas últimas negociaciones. "Fue una chapuza, porque lo único que se ha logrado es dar alas a la autodeterminación de los gibraltareños, sublevar al Parlamento británico, provocar un referéndum del que la imagen internacional de España salió mal parada y debilitar la posición española ante la ONU", asegura. "Fue un error aceptar plazos tan breves para una negociación que se abordó, aparentemente, sin tener claros los objetivos que se perseguían".
Piensa Cajal que una solución clara del contencioso sobre Ceuta y Melilla daría al Gobierno espanol "autoridad moral" para reclamar con la misma claridad a Gran Bretaña la retrocesión total de Gibraltar. Pero anade que ni siquiera es ésa la razón por la que la negociación con Marruecos le parece perentoria. Está en primer lugar el factor seguridad y los riesgos potenciales que entraña el conflicto hispano-marroquí, puesto en evidencia recientemente por los sucesos de Perejil, "un ejemplo español de colonialismo, de arrogancia y de no haber sabido negociar en el marco adecuado", opina el diplomático. "Terminar recurriendo a la intervención de Estados Unidos crea un precedente peligroso que responde a una visión transatlántica de nuestras cosas. Eso costará un precio, estoy seguro", asevera.
Pero la preocupación de Máximo Cajal se extiende a campos más concretos de la salud pública española, deteriorada por las escenas de depauperación y tráficos ilegales de mercancias y personas que los enclaves africanos propagan. "Hay que remediar una situación que me parece básicamente injusta. Una situación colonial que es una afrenta a Marruecos y un elemento de desasosiego y mala conciencia nacional para Espana, que se agita en cuanto se menciona el tema. Hay que reintegrar la integridad territorial de Marruecos".
Segunda-feira, Outubro 20, 2003
Grande cagada...
O "líder" da oposição está-se cagando para o segredo de justiça...
O "chefe" do Governo parece estar-se cagando para o futuro de Portugal...
Hoje, o seu acólito no "lobby espanhol" do Governo, o "Homem do Santander", o mesmo que negociou com os espanhóis a entrega do Totta ao BSCH, o Ministro da Economia, Carlos Tavares, (o verdadeiro comissário da entrega do que resta de português no sistema produtivo nacional), deu mais um passo decisivo para a construção do MIBEL, o mesmo é dizer para entregar à Espanha o sector eléctrico de Portugal e por arrasto o do gás natural...

O "Portugal Aviltado" não usa a linguagem de carroceiro do candidato a Primeiro-Ministro, Ferro Rodrigues, e por isso não ousa dizer que é imperioso puxarmos o autoclismo e mandarmos estes cagalhões pelo esgoto a baixo.
Mas, como não temos papas na língua nem devemos nada a ninguém, não temos pejo em dizer que isto já é merda a mais!... E está a cheirar mesmo muito mal...

O "chefe" do Governo parece estar-se cagando para o futuro de Portugal...
Hoje, o seu acólito no "lobby espanhol" do Governo, o "Homem do Santander", o mesmo que negociou com os espanhóis a entrega do Totta ao BSCH, o Ministro da Economia, Carlos Tavares, (o verdadeiro comissário da entrega do que resta de português no sistema produtivo nacional), deu mais um passo decisivo para a construção do MIBEL, o mesmo é dizer para entregar à Espanha o sector eléctrico de Portugal e por arrasto o do gás natural...

O "Portugal Aviltado" não usa a linguagem de carroceiro do candidato a Primeiro-Ministro, Ferro Rodrigues, e por isso não ousa dizer que é imperioso puxarmos o autoclismo e mandarmos estes cagalhões pelo esgoto a baixo.
Mas, como não temos papas na língua nem devemos nada a ninguém, não temos pejo em dizer que isto já é merda a mais!... E está a cheirar mesmo muito mal...

Domingo, Outubro 19, 2003
"O Pesadelo Português"
Depois da Time foi a vez do El País... Uma vez mais, pelos piores motivos Portugal é notícia no estrangeiro...
Poupando-nos a qualquer comentário inútil, fica o texto da LUSA:
O pesadelo português, segundo "nuestros hermanos"
Retrato negro de Portugal no El País
O jornal espanhol El Pais dedica este domingo duas páginas a Portugal. Um retrato negro da realidade nacional, considerando que "os escândalos sexuais, a corrupção e a recessão configuram uma grave crise" no país.
2003-10-19 13:57
"Não é fácil somar tantas notícias más como sofreram no último ano os portugueses", conclui o enviado especial a Lisboa do prestigiado jornal espanhol, Luis Gomez, que intitula o destaque dado a Portugal "do sonho ao pesadelo".
"Cinco ministros demitiram-se por diferentes escândalos. A principal força da oposição, o Partido Socialista, teve nos últimos seis meses na prisão o seu número dois, acusado de pedofilia. Os incêndios de verão deixaram em evidencia a incompetência e a falta de meios de Estado", acentua a introdução aos três textos que o El País dedica a Portugal nas primeiras duas páginas interiores.
Um "Estado que não funciona"
No artigo principal, intitulado "Portugal, em quebra política e social", são citados vários analistas nacionais, com destaque para o ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa, para quem "a auto-estima pessoal [dos portugueses] está em valores muito baixos".
"Levamos três anos de quebra nas expectativas sobre o nosso sucesso e de uma situação depressiva nas economias familiares", afirma aquele que é apresentado como "analista estrela" na televisão portuguesa.
A queda do viaduto sobre o IC-19, "no meio dos incêndios que devastaram o país", é apontada como um "sintoma" interpretado como exemplo de que "o Estado não funciona" em Portugal.
Depois do sonho da Expo 98
"A sensação de descida tem aumentado desde então. A euforia de 1998 deu lugar a um pesadelo, repleto de maus augúrios", escreve Luiz Gómez.
Cita depois artigos da imprensa internacional publicados recentemente sobre Portugal para sustentar o quadro negro da realidade nacional. A capa da edição europeia da revista Time sobre a prostituição em Bragança, os destaques dados pelo jornal New York Times ao escândalo de prostituição da Casa Pia de Lisboa e pelo britânico The Guardian à recente demissão dos ministros do Ensino Superior e dos Negócios Estrangeiros são outros exemplos usados para ilustrar a actual imagem de Portugal.
Casa Pia de "horrores"
Na outra página fala-se de "O Colégio dos horrores", numa alusão à Casa Pia de Lisboa ilustrada com uma fotografia do deputado socialista Paulo Pedroso, arguido no processo sobre o escândalo de abuso sexual de menores naquela instituição, que o El País classifica como "a instituição educativa mais prestigiada de Portugal".
"Fala-se de uma rede, de ministros implicados que, contudo, estão por sair à luz", relata o jornalista espanhol, que cita mesmo "rumores" de que há um membro do Governo "conhecido na noite portuguesa como Catherine Deneuve".
A provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, terão dito que "quando tudo se souber [sobre os abusos sexuais sobre alunos da instituição] haverá um autêntico terramoto em Portugal". "Centenas de meninos foram submetidos a abusos por parte da elite portuguesa", escreve o jornal, citando Catalina Pestana.
Autoflagelação no telejornal
O terceiro texto aborda a subida das audiências televisivas desde que rebentou o escândalo na instituição, há quase um ano, e a guerra entre as três estações. Conclui o jornal, com base em estudos de audimetria, que o processo da Casa Pia converteu os telejornais em programas de grande audiência, em concorrência directa com o futebol e com o "Big Brother".
Nos dez dias que se seguiram à prisão do apresentador Carlos Cruz, "a personagem mais popular da televisão", por suspeita de envolvimento no escâ¢ndalo de pedofilia, a 31 de Janeiro, os telejornais passaram 574 peças informativas sobre o assunto, num total de 26 horas de emissão.
"Aqui autoflagelamo-nos no telejornal todas as noites", conclui um jornalista nacional não identificado pelo El País.
Lusa
Poupando-nos a qualquer comentário inútil, fica o texto da LUSA:
O pesadelo português, segundo "nuestros hermanos"
Retrato negro de Portugal no El País
O jornal espanhol El Pais dedica este domingo duas páginas a Portugal. Um retrato negro da realidade nacional, considerando que "os escândalos sexuais, a corrupção e a recessão configuram uma grave crise" no país.
2003-10-19 13:57
"Não é fácil somar tantas notícias más como sofreram no último ano os portugueses", conclui o enviado especial a Lisboa do prestigiado jornal espanhol, Luis Gomez, que intitula o destaque dado a Portugal "do sonho ao pesadelo".
"Cinco ministros demitiram-se por diferentes escândalos. A principal força da oposição, o Partido Socialista, teve nos últimos seis meses na prisão o seu número dois, acusado de pedofilia. Os incêndios de verão deixaram em evidencia a incompetência e a falta de meios de Estado", acentua a introdução aos três textos que o El País dedica a Portugal nas primeiras duas páginas interiores.
Um "Estado que não funciona"
No artigo principal, intitulado "Portugal, em quebra política e social", são citados vários analistas nacionais, com destaque para o ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa, para quem "a auto-estima pessoal [dos portugueses] está em valores muito baixos".
"Levamos três anos de quebra nas expectativas sobre o nosso sucesso e de uma situação depressiva nas economias familiares", afirma aquele que é apresentado como "analista estrela" na televisão portuguesa.
A queda do viaduto sobre o IC-19, "no meio dos incêndios que devastaram o país", é apontada como um "sintoma" interpretado como exemplo de que "o Estado não funciona" em Portugal.
Depois do sonho da Expo 98
"A sensação de descida tem aumentado desde então. A euforia de 1998 deu lugar a um pesadelo, repleto de maus augúrios", escreve Luiz Gómez.
Cita depois artigos da imprensa internacional publicados recentemente sobre Portugal para sustentar o quadro negro da realidade nacional. A capa da edição europeia da revista Time sobre a prostituição em Bragança, os destaques dados pelo jornal New York Times ao escândalo de prostituição da Casa Pia de Lisboa e pelo britânico The Guardian à recente demissão dos ministros do Ensino Superior e dos Negócios Estrangeiros são outros exemplos usados para ilustrar a actual imagem de Portugal.
Casa Pia de "horrores"
Na outra página fala-se de "O Colégio dos horrores", numa alusão à Casa Pia de Lisboa ilustrada com uma fotografia do deputado socialista Paulo Pedroso, arguido no processo sobre o escândalo de abuso sexual de menores naquela instituição, que o El País classifica como "a instituição educativa mais prestigiada de Portugal".
"Fala-se de uma rede, de ministros implicados que, contudo, estão por sair à luz", relata o jornalista espanhol, que cita mesmo "rumores" de que há um membro do Governo "conhecido na noite portuguesa como Catherine Deneuve".
A provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, terão dito que "quando tudo se souber [sobre os abusos sexuais sobre alunos da instituição] haverá um autêntico terramoto em Portugal". "Centenas de meninos foram submetidos a abusos por parte da elite portuguesa", escreve o jornal, citando Catalina Pestana.
Autoflagelação no telejornal
O terceiro texto aborda a subida das audiências televisivas desde que rebentou o escândalo na instituição, há quase um ano, e a guerra entre as três estações. Conclui o jornal, com base em estudos de audimetria, que o processo da Casa Pia converteu os telejornais em programas de grande audiência, em concorrência directa com o futebol e com o "Big Brother".
Nos dez dias que se seguiram à prisão do apresentador Carlos Cruz, "a personagem mais popular da televisão", por suspeita de envolvimento no escâ¢ndalo de pedofilia, a 31 de Janeiro, os telejornais passaram 574 peças informativas sobre o assunto, num total de 26 horas de emissão.
"Aqui autoflagelamo-nos no telejornal todas as noites", conclui um jornalista nacional não identificado pelo El País.
Lusa
Sábado, Outubro 18, 2003
O bom exemplo da Bolívia
O Governo da Bolívia tinha a intenção de exportar gás natural, o seu principal recurso económico, para os E.U.A..
Dezenas de milhar de pessoas manifestaram-se por todo o país, exigindo a anulação do acordo e a demissão do seu Presidente.
Depois destas convulsões, o Presidente da Bolívia, Gonzalo Sanchez Lozada, abandonou o poder e exilou-se nos E.U.A..
Em Portugal, nas últimas duas décadas, os sucessivos governos venderam ao estrangeiro quase todas as grandes empresas industriais e as instituições bancárias. Quase ninguém reagiu!...
Os centros de decisão nacionais passaram para mãos estrangeiras, especialmente espanholas. O povo permaneceu quedo e mudo...
Portugal passou a comprar ao estrangeiro mais de metade do que consome. Mas, tudo se passa como se tudo estivesse bem...
Claro que os efeitos são inevitáveis: gigantesco défice comercial; destruição do sector produtivo nacional; falências sucessivas; desemprego crescente...
Nalguns casos, como nas negociatas da Galp/ENI ou Totta/BSCH, estivemos perante escândalos abismais, que envolveram membros dos vários Governos ou seus familiares. O povo continuou quedo e mudo...
Perante esta apatia nacional, este estado de anestesia colectiva, há que perguntar onde está o povo que trespassou à espada o Conde Andeiro e defenestrou o Miguel de Vasconcelos?
O povo boliviano deu um bom exemplo do que os Portugueses já deveriam ter feito à escória de traidores e vendidos que nos têm governado nas duas últimas décadas.
Numa terra de brandos costumes é improvável que venha a haver sangue. Mas vai doer a muitos a realidade que nos aguarda. A alguns já começou a doer...
Dezenas de milhar de pessoas manifestaram-se por todo o país, exigindo a anulação do acordo e a demissão do seu Presidente.
Depois destas convulsões, o Presidente da Bolívia, Gonzalo Sanchez Lozada, abandonou o poder e exilou-se nos E.U.A..
Em Portugal, nas últimas duas décadas, os sucessivos governos venderam ao estrangeiro quase todas as grandes empresas industriais e as instituições bancárias. Quase ninguém reagiu!...
Os centros de decisão nacionais passaram para mãos estrangeiras, especialmente espanholas. O povo permaneceu quedo e mudo...
Portugal passou a comprar ao estrangeiro mais de metade do que consome. Mas, tudo se passa como se tudo estivesse bem...
Claro que os efeitos são inevitáveis: gigantesco défice comercial; destruição do sector produtivo nacional; falências sucessivas; desemprego crescente...
Nalguns casos, como nas negociatas da Galp/ENI ou Totta/BSCH, estivemos perante escândalos abismais, que envolveram membros dos vários Governos ou seus familiares. O povo continuou quedo e mudo...
Perante esta apatia nacional, este estado de anestesia colectiva, há que perguntar onde está o povo que trespassou à espada o Conde Andeiro e defenestrou o Miguel de Vasconcelos?
O povo boliviano deu um bom exemplo do que os Portugueses já deveriam ter feito à escória de traidores e vendidos que nos têm governado nas duas últimas décadas.
Numa terra de brandos costumes é improvável que venha a haver sangue. Mas vai doer a muitos a realidade que nos aguarda. A alguns já começou a doer...
Sexta-feira, Outubro 17, 2003
Uma questão de coerência
Com a devida vénia, transcrevemos da Sic Online a seguinte notícia:
2003-10-17 21:07
No dia em que Paulo Pedroso foi detido para prisão preventiva, houve uma sequência de telefonemas que o Ministério Público (MP) não teve dúvidas em classificar como uma clara tentativa de perturbação ao inquérito.
Às 9h02 de 21 de Maio, António Costa dizia a Paulo Pedroso "já fiz o contacto", ao que o deputado respondeu "sim".
António Costa continuou: "disse que ia falar imediatamente com o... procurador do processo... portanto, o Guerra... o receio que tem... é que a coisa já tenha... já esteja na mão do juiz... visto que é o juiz que tem de se dirigir à Assembleia... pá, talvez o teu irmão seja altura de procurar o Guerra..."
Cerca de duas horas depois, às 10h50, João Pedroso disse ao irmão por telefone: "o João Guerra está incontactável... tá numa reunião... mas penso que é aquela que nós sabemos...".
"O procurador-geral disse ao António que achava que já tinha ido tudo para o TIC...", referiu Paulo Pedroso.
Logo a seguir, uma nova conversa entre o líder parlamentar do PS e Paulo Pedroso. António Costa disse: "[O procurador-geral] falou com o magistrado do Ministério Público... porque lá o dito Guerra tá lá com ele. E disse-lhe, Eh pá! O problema é que isso já está nas mãos do juiz".
Às 12h22, minutos antes da conferência de imprensa de Paulo Pedroso, numa conversa entre Ferro Rodrigues e Jorge Coelho, o secretário-geral do PS disse que "o almoço não serve para nada".
De acordo com o MP, tratava-se de um almoço entre o Presidente da República e o procurador-geral da República e que tal pressão poderia ser exercida através de Jorge Sampaio.
Já no final da tarde, às 19h30, António Costa indicou a Ferro Rodrigues que está a chegar "a casa do Júdice" e afirmou ter conhecimento de que "uma testemunha da judiciária não é fiável", revelando assim que terá conhecimento de quem são as testemunhas do processo.
Do Código Penal, retiramos o seguinte artigo:
ARTIGO 367.ºFavorecimento pessoal
1. Quem, total ou parcialmente, impedir, frustrar ou iludir actividade probatória ou preventiva de autoridade competente, com intenção ou com consciência de evitar que outra pessoa, que praticou um crime, seja submetida a pena ou medida de segurança, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
2. Na mesma pena incorre quem prestar auxílio a outra pessoa com a intenção ou com a consciência de, total ou parcialmente, impedir, frustrar ou iludir execução de pena ou de medida de segurança que lhe tenha sido aplicada.
Em face destes vergonhosos factos, bastam-nos duas considerações:
1.º - Para salvaguardar a credibilidade do sistema judicial português, impõe-se que o Ministério Público actue com a devida diligência, e existindo algum acto susceptivel de sanção penal proceda contra Ferro Rodrigues e António Costa, sejam eles quem forem, já que parece constituir um fundamento basilar da ordem jurídica portuguesa o princípio de igualdade de todos perante a lei;
2.º - Em coerência com o que exigiram no caso do favorecimento administrativo da filha de Martins da Cruz, espera-se que Ferro Rodrigues e António Costa tenham a dignidade de abandonar os cargos políticos, públicos ou partidários, que ocupam, por forma a que Portugal possa viver afastado da estrumeira moral em que estes e outros senhores da sua estirpe têm colocado a vida nacional.
Para gente de bem, para homens de princípios e de valores, esta imundice é intolerável.
Já é tempo de nos vermos livres desta miserável escumalha que envergonha Portugal e corrói os fundamentos morais da Sociedade Portuguesa.
Infelizmente não são só estes "senhores". Na oposição ou no Governo há mais podridão como esta!...
2003-10-17 21:07
No dia em que Paulo Pedroso foi detido para prisão preventiva, houve uma sequência de telefonemas que o Ministério Público (MP) não teve dúvidas em classificar como uma clara tentativa de perturbação ao inquérito.
Às 9h02 de 21 de Maio, António Costa dizia a Paulo Pedroso "já fiz o contacto", ao que o deputado respondeu "sim".
António Costa continuou: "disse que ia falar imediatamente com o... procurador do processo... portanto, o Guerra... o receio que tem... é que a coisa já tenha... já esteja na mão do juiz... visto que é o juiz que tem de se dirigir à Assembleia... pá, talvez o teu irmão seja altura de procurar o Guerra..."
Cerca de duas horas depois, às 10h50, João Pedroso disse ao irmão por telefone: "o João Guerra está incontactável... tá numa reunião... mas penso que é aquela que nós sabemos...".
"O procurador-geral disse ao António que achava que já tinha ido tudo para o TIC...", referiu Paulo Pedroso.
Logo a seguir, uma nova conversa entre o líder parlamentar do PS e Paulo Pedroso. António Costa disse: "[O procurador-geral] falou com o magistrado do Ministério Público... porque lá o dito Guerra tá lá com ele. E disse-lhe, Eh pá! O problema é que isso já está nas mãos do juiz".
Às 12h22, minutos antes da conferência de imprensa de Paulo Pedroso, numa conversa entre Ferro Rodrigues e Jorge Coelho, o secretário-geral do PS disse que "o almoço não serve para nada".
De acordo com o MP, tratava-se de um almoço entre o Presidente da República e o procurador-geral da República e que tal pressão poderia ser exercida através de Jorge Sampaio.
Já no final da tarde, às 19h30, António Costa indicou a Ferro Rodrigues que está a chegar "a casa do Júdice" e afirmou ter conhecimento de que "uma testemunha da judiciária não é fiável", revelando assim que terá conhecimento de quem são as testemunhas do processo.
Do Código Penal, retiramos o seguinte artigo:
ARTIGO 367.ºFavorecimento pessoal
1. Quem, total ou parcialmente, impedir, frustrar ou iludir actividade probatória ou preventiva de autoridade competente, com intenção ou com consciência de evitar que outra pessoa, que praticou um crime, seja submetida a pena ou medida de segurança, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
2. Na mesma pena incorre quem prestar auxílio a outra pessoa com a intenção ou com a consciência de, total ou parcialmente, impedir, frustrar ou iludir execução de pena ou de medida de segurança que lhe tenha sido aplicada.
Em face destes vergonhosos factos, bastam-nos duas considerações:
1.º - Para salvaguardar a credibilidade do sistema judicial português, impõe-se que o Ministério Público actue com a devida diligência, e existindo algum acto susceptivel de sanção penal proceda contra Ferro Rodrigues e António Costa, sejam eles quem forem, já que parece constituir um fundamento basilar da ordem jurídica portuguesa o princípio de igualdade de todos perante a lei;
2.º - Em coerência com o que exigiram no caso do favorecimento administrativo da filha de Martins da Cruz, espera-se que Ferro Rodrigues e António Costa tenham a dignidade de abandonar os cargos políticos, públicos ou partidários, que ocupam, por forma a que Portugal possa viver afastado da estrumeira moral em que estes e outros senhores da sua estirpe têm colocado a vida nacional.
Para gente de bem, para homens de princípios e de valores, esta imundice é intolerável.
Já é tempo de nos vermos livres desta miserável escumalha que envergonha Portugal e corrói os fundamentos morais da Sociedade Portuguesa.
Infelizmente não são só estes "senhores". Na oposição ou no Governo há mais podridão como esta!...
Quinta-feira, Outubro 16, 2003
Orçamento coerente
Relativamente ao Orçamento de 2004, o Governo, com alguma ufania, fez realçar a significativa subida das dotações orçamentais para as funções de Soberania, designadamente para a Defesa e para a Justiça, curiosamente dois ministérios que estão nas mãos do PP de quem o PSD se constituiu refém...
Coerentemente com a política do actual Governo no qual não se vislumbra claramente uma Política Externa própria em defesa dos interesses nacionais que se afiguram cada vez mais difusos, os Negócios Estrangeiros parecem não integrar as funções soberanas do Estado...
Não admira pois o encerramentos em curso de numerosos consulados e embaixadas.
Basta uma dotação mínima que garanta as remunerações da rapaziada do partido e dos familiares e amigos dos diplomatas que pululam no Palácio das Necessidades, que ao longo das últimas três décadas tem sido uma boa agência de empregos...
Considerando a ausência de uma política externa própria e o alinhamento iberista dos últimos governos e ministros dos negócios estrangeiros, talvez se pudessem encerrar as nossas representações diplomáticas no estrangeiro e encarregar as embaixadas de Espanha de representarem os nossos interesses... Poupava-se dinheiro e era-se coerente com a política de integração ibérica posta em marcha desde os tempos em que Martins da Cruz, como conselheiro diplomático do Primeiro-Ministro, pôs na cabecinha do iluminado timoneiro Cavaco Silva a necessidade de reorientarmos o posicionamento internacional de Portugal para a Espanha, voltando as costas a uma ancestral política atlantista e cautelosa quanto aos cantos da sereia castelhana...
Coerentemente com a política do actual Governo no qual não se vislumbra claramente uma Política Externa própria em defesa dos interesses nacionais que se afiguram cada vez mais difusos, os Negócios Estrangeiros parecem não integrar as funções soberanas do Estado...
Não admira pois o encerramentos em curso de numerosos consulados e embaixadas.
Basta uma dotação mínima que garanta as remunerações da rapaziada do partido e dos familiares e amigos dos diplomatas que pululam no Palácio das Necessidades, que ao longo das últimas três décadas tem sido uma boa agência de empregos...
Considerando a ausência de uma política externa própria e o alinhamento iberista dos últimos governos e ministros dos negócios estrangeiros, talvez se pudessem encerrar as nossas representações diplomáticas no estrangeiro e encarregar as embaixadas de Espanha de representarem os nossos interesses... Poupava-se dinheiro e era-se coerente com a política de integração ibérica posta em marcha desde os tempos em que Martins da Cruz, como conselheiro diplomático do Primeiro-Ministro, pôs na cabecinha do iluminado timoneiro Cavaco Silva a necessidade de reorientarmos o posicionamento internacional de Portugal para a Espanha, voltando as costas a uma ancestral política atlantista e cautelosa quanto aos cantos da sereia castelhana...
Quarta-feira, Outubro 15, 2003
O nível a que chegámos
Notícias de hoje:
A China acaba de lançar o seu primeiro homem no espaço e projecta chegar à Lua brevemente. A Rússia testa um novo míssil. Os E.U.A. anunciam um projecto de "elevador espacial" com 100 Km de altura...
Em Portugal, Estado que já possuiu um império planetário, é notícia os muitos factos do putridíneo escândalo das altas figuras do País que se divertiam abusando de criancinhas... e a venda de mais alguns milhões de contos de património público para disfarsar o défice orçamental...
Mais comentários para quê?
É este o nível a que descemos...
A China acaba de lançar o seu primeiro homem no espaço e projecta chegar à Lua brevemente. A Rússia testa um novo míssil. Os E.U.A. anunciam um projecto de "elevador espacial" com 100 Km de altura...
Em Portugal, Estado que já possuiu um império planetário, é notícia os muitos factos do putridíneo escândalo das altas figuras do País que se divertiam abusando de criancinhas... e a venda de mais alguns milhões de contos de património público para disfarsar o défice orçamental...
Mais comentários para quê?
É este o nível a que descemos...
Terça-feira, Outubro 14, 2003
Portugal enxovalhado
O Portugal reduzido a (quase) nada, desde que renegámos a nossa História e desbaratámos os territórios ultramarinas que fizeram de Nós uma Nação respeitada, só é notícia internacional pelos piores motivos: incêndios, políticos pedófilos ou corruptos, acidentes, tragédias e outros quejandos.
Hoje, a revista Time não fez excepção a esta vergonhosa realidade. Mas fê-lo de um modo que reconfortará aqueles que julgavam que só em Portugal é que os critérios jornalísticos andam pelas "ruas da amargura" ou pelas casas de alterne...
Nessa PRESTIGiada revista (a expressão faz lembrar um famoso barco que os amigos espanhóis nos quiseram oferecer carregado de petróleo), a pacata cidade de Bragança é intitulada como "o novo bairro europeu da prostituição (europe's new red light district)"...
Se não fosse o tremendo estrago que tal periódico (que assim alcança o justo título de pasquim de prostíbulo), causa na imagem internacional, o exagero e desproporção da reportagem face à realidade provinciana daquele povoado transmontado só mereceriam uma altiva gargalhada...
E não é que a autora de tal miserável escrito, correspondente da Time, declarou-se «surpreendida» com reacções à reportagem...
Parece mania de perseguição, mas não é que esta senhora tem um apelido tão espanhol?: Martha de la Cal... Estes "gajos" dão-nos mesmo azar!...
Hoje, a revista Time não fez excepção a esta vergonhosa realidade. Mas fê-lo de um modo que reconfortará aqueles que julgavam que só em Portugal é que os critérios jornalísticos andam pelas "ruas da amargura" ou pelas casas de alterne...
Nessa PRESTIGiada revista (a expressão faz lembrar um famoso barco que os amigos espanhóis nos quiseram oferecer carregado de petróleo), a pacata cidade de Bragança é intitulada como "o novo bairro europeu da prostituição (europe's new red light district)"...
Se não fosse o tremendo estrago que tal periódico (que assim alcança o justo título de pasquim de prostíbulo), causa na imagem internacional, o exagero e desproporção da reportagem face à realidade provinciana daquele povoado transmontado só mereceriam uma altiva gargalhada...
E não é que a autora de tal miserável escrito, correspondente da Time, declarou-se «surpreendida» com reacções à reportagem...
Parece mania de perseguição, mas não é que esta senhora tem um apelido tão espanhol?: Martha de la Cal... Estes "gajos" dão-nos mesmo azar!...
Segunda-feira, Outubro 13, 2003
Apoucar Portugal: estratégia de Madrid
Nos últimos anos, ao mesmo tempo que se assistiu a uma política de invasão económica e financeira de Madrid sobre Portugal, a propaganda iberizante pôs em marcha uma vasta campanha de contra-informação por forma a criar nos Portugueses o desânimo quanto ao seu futuro e a descrença nas suas capacidades. A Espanha e os seus amigos internos popularizaram a ideia de que do lado de lá da fronteira se ganha várias vezes mais do que cá, que o nível de vida é assombrosamente melhor, que o PIB per capita espanhol é muitíssimo superior ao português, etc., etc., etc... Daí até muitos pobres de espírito passarem a pensar e até a dizer que se fossem espanhóis viveriam muito melhor foi um passo muito curto.
É certo que desde os anos 60 a Espanha iniciou uma grande expansão económica, anulando o atraso que tinha para com Portugal, em boa parte causado pela Guerra Civil. Vários factores favoreceram esse processo: os enormes gastos da Guerra Ultramarina; a catástrofe económica que devastou o País após o 25 de Abril; a transição pacífica espanhola da Ditadura Franquista para a Democracia, com a manutenção das elites da administração, enquanto em Portugal se enveredou por um aventureirismo marxista, se aniquilou a classe empresarial, se sanearam os mais competentes da administração e o País passou a ser governado por uma caterva de incompetentes.
Sem dúvida que a Espanha apresenta um dinamismo económico fulgurante. Tem governos eficientes. É dirigida por homens imbuídos de um forte espírito patriótico. Ao invés, Portugal estagna. No poder revezam-se nulidades cada uma das quais maior do que as anteriores. A administração é preenchida pela rapaziada ignara dos partidos. Não há Projecto Nacional. O País anda à deriva, melhor andando talvez se ninguém o governasse...
Mas daí a enveredarmos pelo apoucamento nacional e pela frustração colectiva que interessa a Madrid vai um longo caminho.
As diferenças entre os dois países não são tão grandes como se apregoa. Basta consultar diversa informação estatística internacional.
Um artigo do Público de hoje é bem ilustrativo dessa realidade.
Há que ter ânimo. Há que confiar em Portugal e nos Portugueses. E, sobretudo, há que varrer a corja de incapazes que nos governa há várias décadas (o maior desafio que se coloca a Portugal...)!
Grande Lisboa é a região ibérica mais rica em poder de compra
Embora produzam menos riqueza do que os seus congéneres de Madrid ou Barcelona, as estatísticas da UE revelam que os habitantes dos concelhos de Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Loures e Amadora, podem comprar maior quantidade de bens porque os preços em Portugal são mais baratos.
A Grande Lisboa, que inclui os concelhos de Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Loures e Amadora, apresentava em 2000 um rendimento "per capita" de 19382 euros em termos nominais, o quinto mais elevado da península Ibérica, superior ao de Barcelona, 18351 euros, mas atrás de Alava (País Basco), a mais próspera com 20812 euros, ou de Madrid, com 20412 euros.
Mas se o PIB "per capita" for medido em paridades de poder de compra (cálculo que tem em conta o nível geral de preços de cada região), a Grande Lisboa sobe para o primeiro lugar com 26496 euros. Em segundo lugar aparece Alava, com 25342 euros, e em terceiro a Comunidade de Madrid, 24855 euros. O Porto aparece em vigésima sétima posição, com 16900 euros, abaixo de Barcelona, que ocupa o oitavo lugar, com 22346 euros.
É certo que desde os anos 60 a Espanha iniciou uma grande expansão económica, anulando o atraso que tinha para com Portugal, em boa parte causado pela Guerra Civil. Vários factores favoreceram esse processo: os enormes gastos da Guerra Ultramarina; a catástrofe económica que devastou o País após o 25 de Abril; a transição pacífica espanhola da Ditadura Franquista para a Democracia, com a manutenção das elites da administração, enquanto em Portugal se enveredou por um aventureirismo marxista, se aniquilou a classe empresarial, se sanearam os mais competentes da administração e o País passou a ser governado por uma caterva de incompetentes.
Sem dúvida que a Espanha apresenta um dinamismo económico fulgurante. Tem governos eficientes. É dirigida por homens imbuídos de um forte espírito patriótico. Ao invés, Portugal estagna. No poder revezam-se nulidades cada uma das quais maior do que as anteriores. A administração é preenchida pela rapaziada ignara dos partidos. Não há Projecto Nacional. O País anda à deriva, melhor andando talvez se ninguém o governasse...
Mas daí a enveredarmos pelo apoucamento nacional e pela frustração colectiva que interessa a Madrid vai um longo caminho.
As diferenças entre os dois países não são tão grandes como se apregoa. Basta consultar diversa informação estatística internacional.
Um artigo do Público de hoje é bem ilustrativo dessa realidade.
Há que ter ânimo. Há que confiar em Portugal e nos Portugueses. E, sobretudo, há que varrer a corja de incapazes que nos governa há várias décadas (o maior desafio que se coloca a Portugal...)!
Grande Lisboa é a região ibérica mais rica em poder de compra
Embora produzam menos riqueza do que os seus congéneres de Madrid ou Barcelona, as estatísticas da UE revelam que os habitantes dos concelhos de Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Loures e Amadora, podem comprar maior quantidade de bens porque os preços em Portugal são mais baratos.
A Grande Lisboa, que inclui os concelhos de Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Loures e Amadora, apresentava em 2000 um rendimento "per capita" de 19382 euros em termos nominais, o quinto mais elevado da península Ibérica, superior ao de Barcelona, 18351 euros, mas atrás de Alava (País Basco), a mais próspera com 20812 euros, ou de Madrid, com 20412 euros.
Mas se o PIB "per capita" for medido em paridades de poder de compra (cálculo que tem em conta o nível geral de preços de cada região), a Grande Lisboa sobe para o primeiro lugar com 26496 euros. Em segundo lugar aparece Alava, com 25342 euros, e em terceiro a Comunidade de Madrid, 24855 euros. O Porto aparece em vigésima sétima posição, com 16900 euros, abaixo de Barcelona, que ocupa o oitavo lugar, com 22346 euros.
Domingo, Outubro 12, 2003
Segredo de (In)Justiça
O Artigo 86.º, n.º 4, do Código de Processo Penal estabelece que:
O segredo de justiça vincula todos os participantes processuais, bem como as pessoas que, por qualquer título, tiverem tomado contacto com o processo e conhecimento de elementos a ele pertencentes, e implica as proibições de:
a) Assistência à prática ou tomada de conhecimento do conteúdo de acto processual a que não tenham o direito ou o dever de assistir;
b) Divulgação da ocorrência de acto processual ou dos seus termos, independentemente do motivo que presidir a tal divulgação.
Mais uma vez, acabamos de assistir a uma vergonhosa violação da lei processual penal. A decisão judicial do tribunal da Relação de Lisboa que substituiu a Prisão Preventiva do arguído Paulo Pedroso pela medida de coacção de Termo de Identidade e Residência e que deveria permanecer em segredo de justiça acabou por ser estampada detalhadamente na imprensa e até comentada publicamente pelo Presidente da Comissão de Ética (repita-se da Comissão de Ética) da Assembleia da República.
Profissionais da justiça e políticos dão um excelente exemplo de respeito pela legalidade, fazendo do segredo de justiça ora uma arma de arremesso contra a defesa ou contra a acusação, ora servindo-se dele como um capacho onde, como quadrúpedes irresponsáveis, limpam as suas imundaspatas.
Não há dignidade. Não há respeito. Não há pudor. Tudo vale no nauseabundo estrumeiro em que Portugal se transformou...
O segredo de justiça vincula todos os participantes processuais, bem como as pessoas que, por qualquer título, tiverem tomado contacto com o processo e conhecimento de elementos a ele pertencentes, e implica as proibições de:
a) Assistência à prática ou tomada de conhecimento do conteúdo de acto processual a que não tenham o direito ou o dever de assistir;
b) Divulgação da ocorrência de acto processual ou dos seus termos, independentemente do motivo que presidir a tal divulgação.
Mais uma vez, acabamos de assistir a uma vergonhosa violação da lei processual penal. A decisão judicial do tribunal da Relação de Lisboa que substituiu a Prisão Preventiva do arguído Paulo Pedroso pela medida de coacção de Termo de Identidade e Residência e que deveria permanecer em segredo de justiça acabou por ser estampada detalhadamente na imprensa e até comentada publicamente pelo Presidente da Comissão de Ética (repita-se da Comissão de Ética) da Assembleia da República.
Profissionais da justiça e políticos dão um excelente exemplo de respeito pela legalidade, fazendo do segredo de justiça ora uma arma de arremesso contra a defesa ou contra a acusação, ora servindo-se dele como um capacho onde, como quadrúpedes irresponsáveis, limpam as suas imundaspatas.
Não há dignidade. Não há respeito. Não há pudor. Tudo vale no nauseabundo estrumeiro em que Portugal se transformou...
Sábado, Outubro 11, 2003
Albanização de Portugal
Económica e politicamente, Portugal está cada vez mais parecido com a Albânia. A economia afunda-se. A política apodrece. A sua imagem e peso internacional degradam-se inexoravelmente.
Agora, até no futebol as selecções dos dois países estão mais próximas.
Uma equipa que sonha ser campeã da Europa e que há uns meses atrás tinha a alucinação de ser campeã do mundo, quase perde com a Albânia, de quem sofre 3 golos...
Quem não tem memória curta certamente se lembrará que, com o mesmo seleccionador e treinador, o Brasil se arriscou a não ser apurado para o último mundial, não se esquecerá das péssimas exibições que os 'canarinhos' tiveram na Coreia e não olvidará o que se disse sobre a vitória brasileira: O Brasil ganhou APESAR... do treinador Scolari...
O que Portugal precisava era de um seleccionador e treinador que acrescentasse algo à sua equipa de futebol. Dispensa bem alguém que ainda prejudica o seu desempenho...
Mas a podridão que atinge as cúpulas do futebol conduziu a esta solução.
Que Deus, Nossa Senhora e os Santos nos livrem da premonição que se está a configurar no horizonte. Oxalá nos enganemos...
Por este andar, talvez a Albânia fizesse melhor figura do que nós no 2004....
Agora, até no futebol as selecções dos dois países estão mais próximas.
Uma equipa que sonha ser campeã da Europa e que há uns meses atrás tinha a alucinação de ser campeã do mundo, quase perde com a Albânia, de quem sofre 3 golos...
Quem não tem memória curta certamente se lembrará que, com o mesmo seleccionador e treinador, o Brasil se arriscou a não ser apurado para o último mundial, não se esquecerá das péssimas exibições que os 'canarinhos' tiveram na Coreia e não olvidará o que se disse sobre a vitória brasileira: O Brasil ganhou APESAR... do treinador Scolari...
O que Portugal precisava era de um seleccionador e treinador que acrescentasse algo à sua equipa de futebol. Dispensa bem alguém que ainda prejudica o seu desempenho...
Mas a podridão que atinge as cúpulas do futebol conduziu a esta solução.
Que Deus, Nossa Senhora e os Santos nos livrem da premonição que se está a configurar no horizonte. Oxalá nos enganemos...
Por este andar, talvez a Albânia fizesse melhor figura do que nós no 2004....
Sexta-feira, Outubro 10, 2003
Portugueses aviltados
Sem que consultassem os Portugueses d'Aquém e de d'Além Mar, os Heróis de Abril entregaram 95% do que se entendia até aí ser Território Nacional. Sem que se referendasse a opinião dos locais, brancos ou negros, fez-se a gloriosa "descolonização". Contra o Direito dos Povos à Autodeterminação, reconheceu-se a anexação de Goa e integrou-se à força o Protectorado de Cabinda na República Popular de Angola. Na cega voragem do entreguismo abrilista, impediu-se que Timor continuasse ligado a Portugal e (quase) meteram as suas gentes debaixo do regime, decidiu-se aderir à CEE. Escudados numa norma constitucional, recusaram-nos o indeclinável direito de sufragarmos Maastricht, Amesterdão e Nice. Grandes democratas estes...
Agora é a vez da Constituição Europeia. Várias eminências pardas do regime já revelaram o que pensam sobre os Portugueses: «É perigoso que estes anormais se manifestem sobre o futuro da União Europeia» ou da nossa continuidade neste antro de corrupção ultra-neo-liberal (esta parte final do texto talvez não seja partilhada por eles, já que também comem e chafurdam todos no mesmo alguidar onde sorvem alarvemente pingues proveitos)... Por outras palavras, mais polidas e hipócritas, foi isto que disseram Freitas do Amaral, Jaime Gama ou Sua Excelência O Presidente da República: «É perigoso que esta corja de analfabetos, ignorantes e estúpidos (os Portugueses, entenda-se) venham a pôr em perigo os nossos (os deles, claro...) empregos, subsídios e privilégios»...
Alguns dos nossos 'democratas' até estão inclinados a aceitar o referendo, mas desde que se garanta que o resultado seja um SIM. Para isso convém que o referendo se faça no mesmo dia das eleições europeias ou que a pergunta a sufragar seja suficientemente neutral ou confusa que leve os Portugueses a expressarem o que verdadeiramente pensam e sentem sobre a 'Europa'... Se isso não chegar, os Portugueses serão ameaçados com a vinda do Fim do Mundo caso não votem SIM. Seja como for, se houver referendo, os Portugueses têm de votar SIM!...
Agora é a vez da Constituição Europeia. Várias eminências pardas do regime já revelaram o que pensam sobre os Portugueses: «É perigoso que estes anormais se manifestem sobre o futuro da União Europeia» ou da nossa continuidade neste antro de corrupção ultra-neo-liberal (esta parte final do texto talvez não seja partilhada por eles, já que também comem e chafurdam todos no mesmo alguidar onde sorvem alarvemente pingues proveitos)... Por outras palavras, mais polidas e hipócritas, foi isto que disseram Freitas do Amaral, Jaime Gama ou Sua Excelência O Presidente da República: «É perigoso que esta corja de analfabetos, ignorantes e estúpidos (os Portugueses, entenda-se) venham a pôr em perigo os nossos (os deles, claro...) empregos, subsídios e privilégios»...
Alguns dos nossos 'democratas' até estão inclinados a aceitar o referendo, mas desde que se garanta que o resultado seja um SIM. Para isso convém que o referendo se faça no mesmo dia das eleições europeias ou que a pergunta a sufragar seja suficientemente neutral ou confusa que leve os Portugueses a expressarem o que verdadeiramente pensam e sentem sobre a 'Europa'... Se isso não chegar, os Portugueses serão ameaçados com a vinda do Fim do Mundo caso não votem SIM. Seja como for, se houver referendo, os Portugueses têm de votar SIM!...
Quinta-feira, Outubro 09, 2003
Parlamento aviltado
1. Todos os arguidos se presumem inocentes até trânsito em julgado de sentença condenatória.
2. (Quase) todos os Portugueses gostariam, pela dignidade do País e dos seus governantes, que o Dr. Paulo Pedroso estivesse verdadeiramente inocente em vez de vir a ser absolvido por falta de provas.
3. É perfeitamente natural e legítimo que qualquer detido se sinta alegre ou eufórico quando sai da prisão, especialmente se se considera ou se está inocente.
4. Mas o que se viu ontem, dia 8 de Outubro, foi um dos momentos mais vergonhosos do nosso regime democrático: Um arguído, sobre quem impende a suspeita de uma dezena e meia de crimes sexuais, entrou em apoteose na Assembleia da República como se fosse um preso político e tivéssemos regressado aos tempos do PREC. Como não poderia deixar de ser, algumas altas figuras da vida política, especialmente Manuel Alegre e Almeida Santos, voltaram a protagonizar um dos mais vis espectáculos a que temos assistido. Parece que se esqueceram que a Assembleia da República é por excelência o órgão representativo da Nação Portuguesa e não um couto de homiziados que alberga ociosos, incompetentes, corruptos, traidores da Pátria e criminosos. Os envolvidos na farsa mediática não tiveram a dignidade de respeitar o Princípio da Separação dos Poderes, um dos pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático, comportando-se como se tivessem vencido o Ministério Público e uma parte do Poder Judicial. E sobretudo, esqueceram-se de que o processo judicial ainda vai no início e ainda poderão ter de engolir alguns 'sapos'...
Foi triste. Foi vergonhoso ver o mais importante órgão da democracia portuguesa aviltado com tamanha palhaçada. Quem não respeita o Parlamento, que respeito pode esperar dos Portugueses? Depois chorem, dizendo que os políticos têm 'má fama'. Assim, têm a fama e o miserável proveito...
2. (Quase) todos os Portugueses gostariam, pela dignidade do País e dos seus governantes, que o Dr. Paulo Pedroso estivesse verdadeiramente inocente em vez de vir a ser absolvido por falta de provas.
3. É perfeitamente natural e legítimo que qualquer detido se sinta alegre ou eufórico quando sai da prisão, especialmente se se considera ou se está inocente.
4. Mas o que se viu ontem, dia 8 de Outubro, foi um dos momentos mais vergonhosos do nosso regime democrático: Um arguído, sobre quem impende a suspeita de uma dezena e meia de crimes sexuais, entrou em apoteose na Assembleia da República como se fosse um preso político e tivéssemos regressado aos tempos do PREC. Como não poderia deixar de ser, algumas altas figuras da vida política, especialmente Manuel Alegre e Almeida Santos, voltaram a protagonizar um dos mais vis espectáculos a que temos assistido. Parece que se esqueceram que a Assembleia da República é por excelência o órgão representativo da Nação Portuguesa e não um couto de homiziados que alberga ociosos, incompetentes, corruptos, traidores da Pátria e criminosos. Os envolvidos na farsa mediática não tiveram a dignidade de respeitar o Princípio da Separação dos Poderes, um dos pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático, comportando-se como se tivessem vencido o Ministério Público e uma parte do Poder Judicial. E sobretudo, esqueceram-se de que o processo judicial ainda vai no início e ainda poderão ter de engolir alguns 'sapos'...
Foi triste. Foi vergonhoso ver o mais importante órgão da democracia portuguesa aviltado com tamanha palhaçada. Quem não respeita o Parlamento, que respeito pode esperar dos Portugueses? Depois chorem, dizendo que os políticos têm 'má fama'. Assim, têm a fama e o miserável proveito...
Quarta-feira, Outubro 08, 2003
"In Memoriam" de Martins da Cruz
Um dia depois da despedida do Embaixador Martins da Cruz, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, deixo em sua memória um artigo que publiquei pouco antes de ele ocupar o lugar de que não deixa saudades, nem para grande parte dos funcionários e diplomatas do Palácio das Necessidade e das representações portuguesas no estrangeiro, nem para aqueles que ainda desejam viver num País Livre e Independente. Iniciou as suas funções com uma Nota Oficiosa do 'Ministerio de Asuntos Exteriores de España' a congratular-se com a sua nomeação, pelos serviços que certamente prestaria a Madrid... Terminou o triste e vil mandato que exerceu por via de uma ilegalidade administrativa e um eventual crime de abuso de poder que outro cometeu por ele, para que a sua filha entrasse no curso de Medicina, exactamente aquele que se fecha à entrada dos estudantes portugueses para que mais tarde os seus potenciais lugares nos hospitais sejam ocupados por médicos espanhóis...
Sobre ele e sobre outros ministros pesará o estigma de serem os 'homens dos espanhóis'. Os Portugueses um dia terão de saber que o maior dos espanholistas é exactamente aquele que os escolhe e os trata como meros Secretários de Estado. Por enquanto, alguns ainda se prestam a seguir o Cherne...
Aqui, no Portugal Aviltado, não seguimos peixe espanhol. Apenas servimos Portugal!
----------------------------------
Martins da Cruz como M.N.E.?
Alguns jornais, antes e durante a campanha eleitoral, apontavam o nome de Martins da Cruz como futuro Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo presidido por Durão Barroso. A comunicação social, nos últimos dias, parece confirmar essa vergonhosa e preocupante opção do próximo Primeiro-Ministro.
Tendo eu publicado, nos últimos anos, vários artigos denunciando a política castelhanófila de 'Antonio Gutierrez' e dos seus dois principais executantes – Jaime Gama e Martins da Cruz – não posso deixar de verberar a possibilidade de que este indivíduo, que com grande gáudio se apresenta na imprensa espanhola como 'agente comercial' e não como diplomata, venha a ser o próximo MNE.
A minha total imparcialidade face aos partidos políticos inibiu-me de, nos últimos tempos pré-eleitorais, escrever na imprensa a denunciar a escandalosa possibilidade de que aquele 'agente comercial' espanhol possa ser o MNE português.
Aznar rejubilará com a ideia, mas os Portugueses que têm um mínimo de dignidade não deixarão de agir em conformidade se a política externa portuguesa continuar a ser um mero prolongamento interno da política externa espanhola. Já é tempo de pôr fim à podridão castelhanófila que empesta o MNE, cujas raízes mergulham bem mais fundo do que a subida de 'Antonio Gutierrez' ao poder...
Já é tempo de se fazer cessar a política de entreguismo e de subserviência à Espanha e de terminar as aleivosas cumplicidades que numerosos detentores de funções públicas em Portugal vêm tecendo, cada vez mais depudoradamente, com as autoridades de Madrid.
Apesar de os Portugueses se alegrarem com o afastamento do poder de uma certa camarilha de vendidos à Espanha, os que sentem e amam Portugal não deixarão de estar atentos e de actuar como se impuser se continuarmos com o projecto de destruição da nossa Pátria e de transformação do nosso País numa mera província de Espanha... A vinda de Aznar ao Coliseu não parece dar-nos a certeza de que esta triste palhaçada, de trágicos contornos, vá finalmente terminar. A nomeação de Martins da Cruz para próximo MNE não deixará dúvidas sobre as opções externas do Governo que se segue. Por isso, em nome da coerência e na defesa de Portugal, os verdadeiros Portugueses não se calarão por um só instante, pelo menos enquanto acima dos partidos e dos interesses de grupo continuarmos a vislumbrar o Interesse Nacional!
Sobre ele e sobre outros ministros pesará o estigma de serem os 'homens dos espanhóis'. Os Portugueses um dia terão de saber que o maior dos espanholistas é exactamente aquele que os escolhe e os trata como meros Secretários de Estado. Por enquanto, alguns ainda se prestam a seguir o Cherne...
Aqui, no Portugal Aviltado, não seguimos peixe espanhol. Apenas servimos Portugal!
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Martins da Cruz como M.N.E.?
Alguns jornais, antes e durante a campanha eleitoral, apontavam o nome de Martins da Cruz como futuro Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo presidido por Durão Barroso. A comunicação social, nos últimos dias, parece confirmar essa vergonhosa e preocupante opção do próximo Primeiro-Ministro.
Tendo eu publicado, nos últimos anos, vários artigos denunciando a política castelhanófila de 'Antonio Gutierrez' e dos seus dois principais executantes – Jaime Gama e Martins da Cruz – não posso deixar de verberar a possibilidade de que este indivíduo, que com grande gáudio se apresenta na imprensa espanhola como 'agente comercial' e não como diplomata, venha a ser o próximo MNE.
A minha total imparcialidade face aos partidos políticos inibiu-me de, nos últimos tempos pré-eleitorais, escrever na imprensa a denunciar a escandalosa possibilidade de que aquele 'agente comercial' espanhol possa ser o MNE português.
Aznar rejubilará com a ideia, mas os Portugueses que têm um mínimo de dignidade não deixarão de agir em conformidade se a política externa portuguesa continuar a ser um mero prolongamento interno da política externa espanhola. Já é tempo de pôr fim à podridão castelhanófila que empesta o MNE, cujas raízes mergulham bem mais fundo do que a subida de 'Antonio Gutierrez' ao poder...
Já é tempo de se fazer cessar a política de entreguismo e de subserviência à Espanha e de terminar as aleivosas cumplicidades que numerosos detentores de funções públicas em Portugal vêm tecendo, cada vez mais depudoradamente, com as autoridades de Madrid.
Apesar de os Portugueses se alegrarem com o afastamento do poder de uma certa camarilha de vendidos à Espanha, os que sentem e amam Portugal não deixarão de estar atentos e de actuar como se impuser se continuarmos com o projecto de destruição da nossa Pátria e de transformação do nosso País numa mera província de Espanha... A vinda de Aznar ao Coliseu não parece dar-nos a certeza de que esta triste palhaçada, de trágicos contornos, vá finalmente terminar. A nomeação de Martins da Cruz para próximo MNE não deixará dúvidas sobre as opções externas do Governo que se segue. Por isso, em nome da coerência e na defesa de Portugal, os verdadeiros Portugueses não se calarão por um só instante, pelo menos enquanto acima dos partidos e dos interesses de grupo continuarmos a vislumbrar o Interesse Nacional!